Prédio mais alto do mundo é fechado
Prédio mais alto do mundo é fechado por excesso de visitas
O arranha-céu mais alto do mundo, de 828 m, foi fechado ao público um
mês depois de sua inauguração, já que sua popularidade entre os
visitantes tornou necessários alguns trabalhos de manutenção, anunciou
nesta segunda-feira um porta-voz do Burj Khalifa, em Dubai. "Por causa da forte afluência, que não estava prevista, a torre de
observação foi fechada de forma temporária para trabalhos de manutenção
e organização", afirmou o porta-voz, que não informou quando o prédio
será reaberto. O emirado inaugurou em 4 de janeiro a o Burj Khalifa com o objetivo
de superar os limites da arquitetura e fazer um resgate de sua imagem,
ofuscada pela crise de sua dívida financeira. Fogos de artifício, fontes musicais, espetáculos de luz e som
marcaram a cerimônia destinada a maravilhar os 6 mil convidados para o
evento, que coincidiu com o quarto aniversário da chegada ao poder do
soberano de Dubai, xeque Mohammad ben Rached Al-Maktum. Os organizadores instalaram telões perto da torre para permitir aos
curiosos acompanhar a cerimônia, transmitida ao vivo. A torre de vidro
de 160 andares e 828 m de altura utilizou 330.000 m³ de concreto e
31.400 t de barras de ferros, se ergue entre o deserto e o mar como um
ícone arquitetônico visível a 95 km de distância. Para o arquiteto Bill Bajer, engenheiro civil e sócio da Skidmor,
Owing and Merrill (SOM, com sede em Chicago), o Burj Khalifa está
destinada a se converter num novo referencial arquitetônico. O edifício
com base em forma de Y se estreita à medida que ganha altura. É
prolongado por uma estrutura de aço, que termina em uma enorme flecha. As obras, iniciadas em 2004, foram realizadas pela companhia
sul-coreana Samsung Engineering & Construction, o grupo belga BESIX
e a sociedade dos Emirados Arabtec. O prédio, que dispõe de mais de mil
apartamentos, escritórios e um luxuoso hotel Armani, é o elemento
central de um gigantesco projeto de US$ 20 bilhões, o novo bairro
"Downtown Burj Dubai", que inclui 30 mil apartamentos e o maior centro
comercial do mundo. Pouco antes da inauguração, agentes imobiliários registraram uma
alta da demanda nas unidades residenciais do Burj. Em 2009, os preços
da moradia caíram mais de 50% no emirado, mas, segundo os agentes, a
queda mostrou ser menor no Burj Dubai, onde o metro quadrado na zona
comercial alcançou até US$ 5.500 em 2008, no pico da bolha imobiliária. O Burj Dubai pode ser, segundo alguns observadores, o último dos
faraônicos projetos pelos quais Dubai ganhou fama mundial, incluindo
uma ilha artificial em forma de palmeira construída pelo gigante da
construção Nakheel, em função das dificuldades financeiras do emirado. Terra
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